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quinta-feira, 25 de junho de 2020

“Pandemia mostra desigualdade social brasileira”, afirma Padre Pedro

Padre Pedro questiona sistema tributário - Foto Assessoria 
Deputado questiona sistema tributário que penaliza os mais pobres e favorece ricos!
O deputado estadual Padre Pedro Baldissera disse na terça-feira 23 de junho, no Plenário da Assembleia Legislativa de Santa Catarina - Alesc, que chegou a hora do 0,3% da população brasileira contribuir para que os 99,7% possam minimamente ter algum tipo de proteção e cobertura. “Uma pessoa que ganha R$ 5 mil por mês paga a mesma alíquota de Imposto de Renda (27,5%) de outra que ganha R$ 500 mil por mês”, compara.
Segundo ele, a legislação vigente é a 9.249, de 1995, quando o governo brasileiro concedeu isenção do IR à remessa de lucros e dividendos ao exterior, fazendo com que os lucros das multinacionais e a renda dos ricos não fossem tributados, facilitando o livre fluxo de recursos financeiros. 
“Essa lei contribui para que o topo da pirâmide social pague menos imposto do que a classe baixa, colaborando para a concentração de renda. O sistema em vigência agrava o ônus fiscal dos mais pobres e alivia as camadas que habitam no andar de cima.”
Conforme Padre Pedro, do total de 30 milhões de declarações de IRPF, 230 mil ganham mais de R$ 60 mil por mês e 700 mil têm renda de mais de R$ 40 mil (são os 0,3%). “Na Dinamarca a tributação da renda representa 63% do total arrecadado. Nos Estados Unidos, 49%. No Brasil, 18%. Aqui, somente 2,5% do PIB é advindo do Imposto de Renda, enquanto em países como Alemanha e Estados Unidos, esse total fica em torno de 10%”, ressaltou.
Para o deputado, a pandemia está expondo as entranhas da desigualdade brasileira. São quase 80 milhões de pessoas que vivem com renda per capita domiciliar mensal de até R$ 530,00 quase duas vezes a população da Espanha. “Com a inanição do governo federal, como essas pessoas vão ficar em casa?”

Fonte: Assessoria de Imprensa
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Animais de estimação são transformados em Obra de Arte nas mãos de Ana Vivian

Graduada em Design de Moda, Ana Carolina Vivian vem se dedicando a ilustrações e retratos animais de estimação, em aquarela entre outras atividades, no município de Tangará.
De acordo com as informações em seu site, Ana Vivian trabalha com atividades artísticas desde 2010. Já em 2019, tomou outro rumo profissional passando a  dedicar-se mais à ilustração, que sempre foi uma de suas paixões de infância.
Conheça mais sobre o trabalho da artista visitando o site: www.anavivian.com.br


Fonte: Agência Comunidade/Jornal Vitória



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Ex-atleta olímpica, Joanna Maranhão reforça necessidade de democratizar os esportes

Em entrevista, ex-nadadora explica que manifesto feito por atletas foi impulsionado por ataques recentes à democracia.
Joana, destaca a falta de politicas publicas - foto: Flávio Florido/COB
A ex-atleta olímpica Joanna Maranhão é uma das articuladoras do grupo Esporte pela Democracia, formado por profissionais ligados ao setor que se uniram para lançar um manifesto em defesa dos direitos humanos e da democracia. A ação foi impulsionada pelos últimos acontecimentos no país, principalmente pelos protestos contra o racismo.
Segundo a nadadora pernambucana, o grupo tem o objetivo de pautar questões relacionadas ao esporte brasileiro. "No Brasil, [o esporte] não é algo que tenha sido levado a sério ao longo da história. Muito pouco nos últimos governos. A criação do Ministério dos Esportes e algumas ações muito voltadas ao alto rendimento, também porque estávamos sediando grandes eventos", frisa.
Por sua atuação como atleta de alto rendimento, Joanna é considerada a melhor nadadora brasileira em olimpíadas. No entanto, em 27 de julho de 2018, ela usou suas redes sociais para anunciar que estaria se despedindo das piscinas.A respeito de sua trajetória premiada, a ex-atleta faz questão de apontar os próprios privilégios e faz críticas à visão focada apenas na meritocracia e nos patrocínios tão presentes no âmbito dos esportes.
"Eu treinei muito, me esforcei muito para ser quinta do mundo nos jogos olímpicos de Atenas, mas não posso negar o fato de que com três anos de idade fui matriculada na melhor escolinha de natação da minha cidade. Falando especificamente da minha modalidade, piscina não sobe o morro, então só aí eu já estava saindo na frente de um monte de gente. Isso não diminui meu mérito, mas eu acho que é algo que preciso pontuar. Os meus privilégios precisam ser pontuados", destaca.
Além de Joanna, também assinam o manifesto atletas como os ex-jogadores de futebol Juninho Pernambucano e Grafite, a pentatleta e medalhista olímpica Yane Marques, o comentarista Walter Casagrande, o tenista Gustavo Kuerten. Pessoas interessadas em apoiar o movimento do Esporte pela Democracia também podem assinar o documento através do site Esporte pela Democracia.

Confira em vídeo a reportagem completa:
Por Marcos Barbosa - Brasil de Fato | Recife (PE).
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Ana Moser: governo faz guerra de desinformação para "a boiada passar"

Referência do voleibol brasileiro, ex-jogadora participou do Café com MST, ao lado de Juca Kfouri.
Ana, teme o que vem pela frente- Foto Arquivo Pessoal 
Ana Moser é referência no voleibol brasileiro. Atuou nas quadras por 15 anos, de 1985 a 1999. Conquistou medalha olímpica (bronze em Atlanta, 1996) e 12 pódios em torneios mundiais, pela seleção e por clubes. Além da carreira vitoriosa, tornou-se referência em fazer do esporte ferramenta de inclusão social.
Foi um pouco dessa experiência que Ana Moser levou ao Café com MST. O bate-papo virtual, que contou também com o jornalista Juca Kfouri, foi realizado na noite desta segunda-feira 22 de junho.
Conduzido pelo coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, João Paulo Rodrigues, teve a participação de Joba Alves, também integrante da direção do MST.
A nadadora Joanna Maranhão, convidada, não pode participar porque estava envolvida nos cuidados com seu bebê.
A ex-jogadora de vôlei lembrou dos 20 anos em que já atua na área social. Com a qualificação de professores, seu Instituto Esporte & Educação busca oferecer acesso ao esporte em periferias de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. “O impacto do esporte para além de ser atleta”, explica.
Ana Moser relata que nesse tempo todo foi possível acreditar numa utopia, de um país capaz de diminuir desigualdades e ampliar oportunidades.
“O instituto começou em 2001 e passamos a viajar o Brasil em 2004 e 2005. A gente pegou a ampliação da educação, as escolas melhorando. A gente viu o Luz para Todos, cisterna no sertão, Prouni [Programa Universidade para Todos, Fies [Financiamento Estudantil], esses programas todos. A educação transformando”, destaca.

Grandeza empobrecida
Nas viagens pelo Brasil, Ana Moser conta como aprendeu a reconhecer a grandeza do país. “Passamos anos acreditando muito no Brasil e a gente sentiu isso mudando”, lamenta. “Na eleição de 2012 para prefeito já mudou bastante”, afirma sobre cidades que eram administradas pela “esquerda e passaram a ser direita”.
A ex-jogadora fez críticas ao governo Dilma Rousseff. “A gente não conseguiu mais avançar na pauta do esporte como conseguimos no governo Lula. Começamos com Fernando Henrique Cardoso, quando não tinha nada para o esporte. Era só tirar foto com medalha”, compara.
“Pouco a pouco foi empobrecendo, canalizou tudo para esporte de alto rendimento”, diz. “Depois do impeachment foi um salve-se quem puder. Municípios empobrecendo, as pessoas perdendo a fé. E na prática vários programas sociais foram caindo. Bolsa Família, as pessoas perdendo saúde, educação. E no esporte, então, a gente passou a ter de lidar com uma batalha ideológica. A guerra de comunicação mina energia de todo mundo. Desinformação, bate-boca e enquanto isso a boiada vai passando.”
“Só sou capaz de olhar para o esporte, mesmo sendo jornalista que cobre a vida toda o alto rendimento, pelo olhar da inclusão, da democratização do acesso à prática esportiva para todos. Infelizmente estamos longe disso”, lamentou também o Juca Kfouri. “Ensaiamos construir uma política nos governos Lula, com Dilma houve uma trava, e agora estão passando por cima de tudo.”

Vergonha mundial
Ana Moser se assombra com o Brasil, “que vem pela frente”, comparado ao que viu nas últimas décadas. “A crise econômica só piorou. E a crise sanitária! Nem fechamos direito e está abrindo sem ter controlado. Uma vergonha mundial. Daqui a pouco a gente não pode entrar em nenhum país”, disse.
“Não sei o que a gente vai tirar dessa crise. Se não houver um movimento muito coeso, estruturado, os pobres vão ficar mais pobres e os ricos mais ricos. E a gente não vai aprender nada com isso.”
O jornalista Juca Kfouri destacou a origem de tanto mal. “Todos os golpes nesse país têm a mesma origem. As elites não admitem que a senzala chegue perto da casa-grande. Nos governos Lula tivemos uma festa dos excluídos, mas sem atrapalhar a casa-grande. Erramos”, avaliou.
“Erramos ao fazer uma Copa do Mundo como se estivéssemos na Ásia ou Alemanha, construindo 12 estádios quando a Fifa pedia oito”, afirmou. “Era absolutamente correto que o Brasil sediasse uma Copa, mas uma Copa nossa, não do Qatar”, ironizou Juca.
“E erramos barbaramente ao trazer uma Olimpíada para cá. Porque isso coroa um processo de um país que pratica esporte, não só com atletas de alto rendimento. Um país que olha para o esporte com um fator social, provê esporte para a população”, observa o jornalista.
Necropolítica no esporte
“A Olimpíada seria o marco inicial, mas Olimpíada é coroamento, fim de processo. E hoje vemos o sucateamento da Cidade Olímpica. Equipamentos foram derrubados para que novos fossem construídos e a população perdeu o que usava antes”, criticou Juca Kfouri.
Para o jornalista, em plena pandemia, não faz sentido discutir volta dos jogos. “Diferentemente do que se fez na Alemanha, Espanha, Itália, aqui, em plena curva ascendente, se fala em voltar o futebol com absoluto descuido. Estamos enfrentando um governo da necropolítica, que além da sanha fascistóide, está pouco preocupado com a população brasileira.”
Provocado por Joba Alves, do MST, o jornalista saudou a atuação das torcidas organizadas e dos esportistas pela democracia. “A sociedade civil despertou. O pós-pandemia não pode ser como vínhamos sendo. O chamado ‘novo normal’ tem de olhar para o velho e se dar conta de que o velho era anormal. Aprendemos que o Estado tem de ser olhado de outra maneira, que a saúde pública é questão de Estado. Bíblias do liberalismo reconhecem isso”, ressaltou Juca. “Quando se olha pro esporte, e eu falo em educação, o esporte está aí dentro.”

Por Cláudia Motta – Rede Brasil Atual

Fonte: Brasil de Fato
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terça-feira, 16 de junho de 2020

RAÍ PEDE RENÚNCIA DE BOLSONARO E DIZ QUE SÃO PAULO É CONTRA RETORNO DO FUTEBOL

Dirigente diz que Bolsonaro tem postura irresponsável: "Foco tem que ser a pandemia"

O diretor-executivo de futebol do São Paulo, Raí, deixou de lado o seu discurso geralmente sem polêmicas e fez duras críticas ao Presidente da República Jair Bolsonaro. De acordo com o dirigente tricolor, o ideal seria que o político renunciasse ao cargo para evitar um processo de impeachment em razão de suas decisões.

"Se perder a governabilidade, eu torço e espero uma renúncia para evitar o processo de impeachment, que sempre é traumático. Porque o foco tem que ser a pandemia. (O impeachment) não é uma coisa que tem de se pensar agora, energia nenhuma pode ser gasta nisso, mas se estiver prejudicando ainda mais essa crise gigantesca de saúde, sanitária, tem que ser considerado", disse o dirigente, em entrevista ao Globoesporte.com

Raí criticou a postura do presidente em relação a forma com que está combatendo a pandemia do coronavírus. "Um posicionamento atabalhoado, é o mínimo que se pode dizer. Naquele momento, por exemplo, que ele deu aquele depoimento em rede nacional... Ele está no limite, muitas vezes, da irresponsabilidade, quando ele vai contra todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde", opinou.

Rai destaca que democracia está em perigo com Bolsonaro 

O dirigente também deixou claro que sua irritação com Bolsonaro não se resume apenas pela forma com que ele está tratando a covid-19, mas também como administra o País. "Outro absurdo do Bolsonaro é inventar crises políticas ou de interesses próprios, familiares, no meio de uma pandemia. É inaceitável. Tenho certeza que muita gente concorda, inclusive alguns apoiadores do Bolsonaro. Ele foi eleito democraticamente, mas a própria democracia está conseguindo frear", continuou.

O diretor afirmou que o São Paulo é contra o retorno precoce do futebol brasileiro, apesar da situação financeira delicada que o clube, assim como a maioria dos outros times pelo Brasil, vive. "É bom deixar claro e reforçar que a posição do São Paulo não é voltar rápido. É voltar ao seu tempo, com as orientações, e gradativamente, começando obviamente o treino sem uma data certa de quando o campeonato vai retornar."

Mantendo um discurso direto e até fugindo de seu estilo de entrevistas, Raí reclamou até mesmo do presidencialismo. "Eu acho que isso me fez até questionar o presidencialismo. Estar sujeito a uma pessoa como essa, a um presidente como esse, que foi eleito democraticamente, mas que toma decisões que confundem completamente a população. Por causa dele, e aí o cálculo pode até ser feito, milhares de mortes a mais vão acontecer", completou.

Fonte: Correio 24 horas

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