Página Correio Esportes

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Fraiburgo tem 111 candidatos a vereador e 08 para o poder executivo: Isso é bom o ruim?

Segundo dados publicados pela justiça eleitoral, Fraiburgo terá no pleito eleitoral de 2016, 111 candidatos a vereador ou vereadoras, e quatro duplas disputam as duas cadeiras de chefes do poder executivo!

Será que esse grande número de candidatos/as é bom ou ruim?


Quantidade nesse caso especifico, é sinônimo de qualidade?
                                 
Ter quatro candidatos a prefeito é sinal que teremos quatro planos de governos distintos?

Ter 111 candidatos/as a vareadores/as é sinal que os mais diversos setores da comunidade fraiburguense estão representados?

Os candidatos/as ao legislativo ou executivo conhecem as demandas das organizações sociais de Fraiburgo?

Quantos dos candidatos/as a vereador/a a população conhece?

Quantos dos candidatos/as a vereador/a a população já viu trabalhando em prol da coletividade ou em alguma ação social?

      Perguntas... Perguntas eles movem o mundo e ofendem somente as pessoas que não tem o dialogo como principio.


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Alianças que nos conduzem para uma Comunicação de Resistência

Alianças que se fortalecem com ações concretas
A Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP) e a Pastoral da Juventude Rural (PJR) são duas organizações que estão articuladas nacionalmente. No Oeste e Extremo-oeste Catarinense, construíram-se a partir da necessidade de organizar as juventudes em cada realidade, na favela, na roça, na cidade, dentro da Igreja, enfim, um processo que perpassa 10 anos de muita mística, formação e construção coletiva, sendo que nacionalmente, a PJR possui quase 35 anos de organização e a PJMP 38 anos.
O processo que nos move também levou a compreensão de que vivemos uma luta classista, onde os empobrecidos são invisibilizados pelos meios de comunicação de massa, cujo interesse é criminalizar os povos, responsabilizando-os pelos erros cometidos pelos próprios Capitalistas e colocando-os uns contra os outros, como símbolo de seu ‘sucesso’. A necessidade de trabalhar na organização do povo atuando na contracorrente do sistema, é que nos aproximou e aproxima como militantes. Nesse encontro, unificamos forças em regiões do Estado e firmamos uma estratégia de enfrentamento importante, mais do que isso, reunimo-nos com companheiros\as numa aliança de partilha, identidade e respeito pelas diferenças.
Na tentativa primeira de fortalecermos a nossa estratégia de articulação das bases da PJR e PJMP, encontramos nesse caminho, pessoas como Jilson Carlos Souza, Educador Popular e um dos representantes da Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular (APAFEC), de Fraiburgo-SC. Foi lá, no chão do Contestado que aprendemos com suas contribuições, trocamos saberes, nos identificamos com o ideal de vida, de sociedade, de mundo e fizemos a opção pela aliança em defesa dos nossos.
Elaine Tavares e Jilson Souza.
A abertura para esse diálogo, trouxe para perto a Jornalista Elaine Tavares, companheira que víamos na militância dos assentamentos, contribuindo com suas falas e reflexões, e, depois, no Primeiro Acampamento das Juventudes do Campo e da Cidade, que realizamos em setembro de 2015, no município de Descanso- SC, onde tivemos a oportunidade de nos abraçarmos e retomarmos a discussão profunda de consolidar uma comunicação de enfrentamento, de resistência para denunciar mas também defender a Classe a qual pertencemos.
Nessas idas e vindas, sonhos e angústias, a ponte para a construção da “Outra Informação” foi sendo formada. Nos reunimos agora também, com companheiros\as, como Raul Fitipaldi, Tali Feld Gleiser, Rosângela Bion de Assis, que representam junto a outros\os companheiros\as a Cooperativa de Trabalho e o Portal Desacato, com sede em Florianópolis-SC. Depois de estarmos perto desses, por alguns dias no início deste ano, Raul Fitipaldi, Jornalista e Co-fundador do Portal Desacato, veio até São Miguel do Oeste para firmar, humana e politicamente a construção desse Jornalismo de Resistência e dessa aliança política necessária para o avanço em outras articulações.
Raul Fitipaldi.
A presença do companheiro Raul Fitipaldi representou para o coletivo PJMP e PJR, uma ascensão profunda na sedimentação de um sonho que perpassa os nossos interesses individuais. Essa é uma ponte de integralização que reestabelece as nossas esperanças, tornando o processo de luta menos doloroso, pois estamos perto de gentes que alimentam a consciência coletiva, com palavras e ações de um amor revolucionário, desprendido de preconceitos e carregado de transformação.
É com vocês, que historicamente firmaram-se na postura de Classe, que desejamos seguir construindo, aprendendo, contribuindo com os saberes que nos circundam. Quem mais desejar construir a história em defesa das gentes, que venham, nossas mãos estarão abertas para segurar sonho a sonho, e fechadas no punho a punho hermanados na luta em favor da Vida.

Escrito por: Coletivo PJMP\PJR-SC.


Tomado do Portal Desacato.Info

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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Cresol apoia projeto do outdoor e Brechó do Cecap

Divulgação do novo endereço da Cresol Fraiburgo
Domingo (14/08), no período vespertino foi trocada a campanha publicitária de um dos outdoors da Associação Hayashi-há Vital Fraiburgo de Karatê-dô e da Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular – Apafec, localizado na rodovia Airton Senna entrada do bairro São Miguel em Fraiburgo/SC.
A campanha publicitária ficará exposta até o dia 13/09, serve para divulgar o novo endereço no qual a Cresol Fraiburgo estará recebendo e atendendo seus associados/as e a comunidade em geral a partir de 29 de agosto, e também tem por objetivo anunciar a realização do Brechó do Cecap, o qual acontecerá nos dias 09, 10 e 11 de setembro.
Com essa campanha publicitária a Cresol Fraiburgo, passa a apoiar dois projetos de captação de recursos financeiros destinados à instalação do Centro de Educação, Cultura e Arte Popular (CECAP).
Os interessados em desenvolvem suas campanhas publicitárias, divulgar seus produtos e ou serviços para uma população de mais de 11 mil habitantes, e também contribuir de forma direta com as atividades culturais, esportivas, sociais e artísticas desenvolvidas pela Apafec e pela Associação Vital podem fazer contatos pelos fones: (49) 9952 – 4410 e 9111 – 6453.
Publicitários colando o material da campanha publicitária da Creso
O material da campanha publicitária da Cresol Fraiburgo, foi colada pelo jornalista Wilson Cesar Malinoski e pelo jovem Lucas Manoel Moreira, os quais são responsáveis pela prestação de serviço a Apafec.

Serviço:
Cresol Fraiburgo:
Rua: Nadarci Brandt, nº 197 – centro (endereço atual);
Fone: (0**49) 3246 – 1192.


Tomado do Portal da Apafec

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sábado, 13 de agosto de 2016

Fórum de entidades dos bairros São Miguel e Nossa Senhora Aparecida realiza jantar de confraternização

Saladas, pão, entrevero e macarronada foi o cardápio.
O Fórum de Entidades dos bairros São Miguel e Nossa Senhora Aparecida, promoveu na quarta-feira (10/08), no Pavilhão Comunitário da Comunidade São Miguel um Jantar de Confraternização para celebrar os resultados alcançados com a 1ª Festa Julina do bairro São Miguel.
Apesar da baixa temperatura mais de 70 pessoas representando os 09 grupos que integram o Fórum estiveram presentes e prestigiaram o encontro. O cardápio da janta foi entrevero, pão, macarronada, saladas, vinho e refrigerante. Além de celebrar os resultados da Festa Julina, o evento de confraternização serviu para promover a integração e a descontração entre os participantes.
A experiência vivenciada em grupo proporciona uma revisão positiva das relações entre as instituições e pessoas envolvidas, promovendo uma nova perspectiva para a busca de soluções coletivas para problemas sociais, econômicos e estruturais dos bairros São Miguel e Nossa Senhora Aparecida, por isso, as organizações sociais continuarão se reunindo, a próxima roda de conversa já tem data marcada, será no dia 29/08 às 20h00 no Centro de Educação, Cultura e Arte Popular (CECAP).
Jantar de Confraternização serviu para celebrar os resultados alcançados com a 1ª Festa Julina do bairro São Miguel.
Os seguintes grupos: Associação de Moradores do Bairro Nossa Senhora Aparecida, Associação de Moradores do Bairro São Miguel, Associação Hayashi-ha Vital Fraiburgo de Karatê-dô, Associação Paulo Freire de Educação e Cultura Popular (Apafec), Conselho Pastoral Comunidade Nossa Senhora Aparecida, Conselho Pastoral Comunidade São Miguel, Estudantes da Escola Eurico Pinz de Ensino Médio e Núcleo de Empreendedores da Aciaf no bairro São Miguel e Pastoral Familiar participam do Fórum de Entidades dos bairros São Miguel e Nossa Senhora Aparecida.


Tomado do Portal da Apafec

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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Como a imprensa esportiva trata as mulheres nos Jogos do Rio 2016

Em vez de prestar atenção no desempenho das atletas, os meios de comunicação preferem comentar se são bonitas, casadas ou mães.
Como a imprensa esportiva trata as mulheres nos Jogos do Rio 2016
Antes de cada evento esportivo, a minuciosa investigação jornalística prévia tem uma parada obrigatória: a lista de mulheres que se destacam, obviamente, por suas características físicas. Nem importa se são mulheres que realmente praticam esportes – até numa Copa do Mundo masculina de futebol, não faltam os rankings das namoradas dos jogadores, avaliando as mais “gostosas” – parece que o mundo do futebol não aceita ou invisibiliza os atletas gays.
Por situações como essa, a editora da Universidade de Cambridge encomendou um estudo dedicado a analisar cerca de 160 milhões de palavras usadas nas transmissões, entre notícias por escrito, vídeos, textos em blogs, fóruns de internet e redes sociais, todo o tipo de comentário escrito em inglês alusivo ao esporte, com ênfase na forma em que a imprensa se refere a ambos os sexos. Diante das diferenças radicais mostradas pelo estudo, o centro de investigação se comprometeu a realizar outro idêntico, analisando exclusivamente a cobertura dos Jogos Olímpicos do Rio 2016.
Não importa que se são as melhores atletas do mundo, ou a dedicação de toda uma vida a uma disciplina esportiva na que se profissionalizou. Tampouco importa que, no caso das Olimpíadas, as esportistas mulheres sejam 45% do total de atletas participantes do evento. A beleza física ou a imposição da maternidade às atletas são estigmas que perseguem a todas.
Uma das primeiras diferenças é o tempo ou espaço que se destina aos esportes praticados por homens nos meios de comunicação, que recebem o triplo de cobertura em comparação com as mesmas modalidades praticadas pelas mulheres. Mas tão ou mais importante que isso é o conteúdo: quando mostram os homens, a atenção se centra em seu desempenho, enquanto a cobertura feminina muitas vezes enfoca outras coisas, se estão solteiras, a idade, e claro, a aparência física.
Um ponto do estudo que deixa isso bastante evidente são as palavras mais usadas quando se referem ao esporte praticado por mulheres: “idade”, “grávida”, “solteira” e “jovem”. Para os homens, os adjetivos que predominam são bem diferentes: “rápido”, “forte”, “fantástico” e “grande”. Nos esportes masculinos, o foco está no desempenho, não em elementos da vida privada.
Por outro lado, as mulheres são constantemente infantilizadas, tratadas como “meninas”, ou enclausuradas nos estereotipo do que é feminino, tratadas como “damas” se são veteranas e mães, rótulos com os quais os homens não precisam conviver.
Ao observar o tratamento dado aos homens e às mulheres em Olimpíadas anteriores, aparece outro ponto que demonstra a diferença da cobertura midiática: ao se referir aos homens, os verbos que mais se repetem são “dominar”, “ganhar”, “conquistar”, e no caso das mulheres, se destacam “competir”, “participar”, “lutar”.
Quando se trata de cobertura machista na imprensa, a América do Sul não fica atrás, e estes Jogos do Rio 2016 vêm mostrando novamente a cara mais cafajeste do jornalismo. Basta ver as longas sequências de imagens das competições, onde os homens são mostrados correndo ou disputando uma bola, mostrando o esforço do esporte, enquanto as imagens das mulheres estão nas curvas – e a grande maioria das imagens são de vôlei de praia, com close na bunda das jogadoras.
A preferência dos jornalistas (a gigantesca maioria homens) esportivos pelo vôlei de praia feminino é um clássico de todas as Olimpíadas. E assim também entendemos comentários como o do locutor chileno Jorge Hevia, do canal estatal TVN, afirmando que as atletas de ginástica – muitas delas menores de idade – deveriam usar trajes mais decotados.
Mónica Maureira, também jornalista chilena e professora da Universidade Diego Portales, diz que esses casos se produzem por uma combinação de respostas aos padrões culturais sexistas e pelos paradigmas jornalísticos, que no caso do jornalismo esportivo mostram uma clara e histórica tendência a invisibilizar ou sexualizar as mulheres que praticam ou que convivem no meio dos esportes: “estamos olhando sempre um lado só, e coisificando o outro lado, por uma deficiência profissional. O jornalismo esportivo não destaca as mulheres por seu desempenho porque sequer está preparado para isso”, explica à acadêmica.
Maureira também observa a ausência de perspectiva de gênero no exercício jornalístico, o que leva a não fazer justiça ao nível de participação feminina num evento como os Jogos Olímpicos, onde as mulheres são quase metade das atletas participantes. Ela também destaca que essa discrepância na quantidade de homens e mulheres nas equipes jornalísticas esportivas é o que dá o tom da linguagem utilizada, que nunca é inclusiva – e muitas vezes é calhorda.
Assim, a necessidade de opinar sobre os trajes ou o físico das esportistas é uma mescla entre o mau jornalismo e os padrões culturais: “a abordagem da imprensa esportiva sobre as mulheres sempre é exagerada nos adjetivos. Isso se nota também quando se aborda a violência, sempre destacando coisas `horríveis´ e `sofridas´”. Ninguém comenta as características físicas dos homens, por exemplo, e por outro lado é muito difícil encontrar, mesmo na imprensa chilena, informações sobre a velocista Isidora Jiménez que não sejam comentários sobre sua beleza, sendo ela uma das esportistas mais importantes do país.
O estudo realizado por Cambridge está enfocado nas palavras que mais se usam falar das mulheres e como elas sempre apontam ao espaço íntimo das atletas: “a indagação do campo privado é uma conotação de gênero que se impões sobre as mulheres que participam em atividades públicas. Em vez de valorizar o papel que elas têm em suas especialidades, se prefere mostrar a sua vida privada”. A idade, o estado civil e a maternidade são as principais perguntas.
“É preciso questionar como são as reações da sociedade a esses padrões culturais, mas também quais são as autocríticas que fazemos à nossa formação como jornalistas, diante de casos como esses” afirma Maureira. “As mulheres deveriam ter a autonomia de fazer o que querem fazer. Ninguém vai ter um resultado melhor em campo porque o tamanho do decote é maior ou porque é solteira ou casada. São comentários sexistas e profundamente superficiais” aponta.
Contudo, a comunicadora diz que esses episódios às vezes mostram coisas positivas, como a massiva resposta de repúdio nas redes sociais aos comentários do locutor chileno sobre as roupas das ginastas. “Aqueles que têm voz pública devem se informar e mudar seus conceitos, e devemos exigir isso como audiência. Ver que existe uma sociedade mais evoluída e que repara mais nessas coisas é algo que devemos ver com otimismo”.

Por Rocío Venegas, para a revista Desconcierto, Chile.

Tradução: Victor Farinelli

Créditos da foto: William Lucas


Fonte: Carta Maior.

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